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Programa Voa Brasil fracassa e chega a menos de 2% da meta

O programa Voa Brasil, iniciativa do governo federal que tinha como meta aproveitar a ociosidade de assentos em voos para oferecer até 3 milhões de passagens ao valor de R$ 200, atingiu menos de 2% do objetivo. É o que indicam dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) referentes ao período de aplicação do programa.

Lançado oficialmente em julho de 2024, o projeto oferecia passagens com desconto para aposentados do INSS que não tivessem viajado de avião nos últimos 12 meses. Os dados colhidos até o início de janeiro de 2026 revelam estagnação: apenas 52 mil bilhetes foram reservados em cerca de 17 meses. O número representa 1,7% da meta original, beneficiando somente 30 mil pessoas dentro de um universo potencial de 23 milhões de brasileiros elegíveis.

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) afirmou que “a adesão ao programa depende de múltiplos fatores, entre eles o conhecimento da iniciativa por parte do público-alvo e desafios de acesso e familiaridade com os serviços digitais”, segundo o jornal O Estado de S.Paulo, que compilou os dados. Em seu site oficial, o MPOR destaca o recorde de 130 milhões de passageiros transportados e cita uma série de programas, mas ignora o Voa Brasil.

Vitrine do governo

O Voa Brasil era considerado uma das principais apostas do ministério para o setor aéreo. A principal hipótese para o baixo desempenho pode ser atribuída a uma série de entraves estruturais e econômicos que distanciaram o programa da realidade do seu público-alvo.

Além das barreiras burocráticas — como a exigência de contas Gov.br de nível prata ou ouro e a necessidade de planejamento com 60 dias de antecedência —, a baixa renda dos aposentados (muitos dos quais recebem apenas um salário-mínimo) inviabiliza a aquisição das passagens.

A segunda fase do Voa Brasil, que deveria ter sido lançada no primeiro semestre de 2025 para incluir estudantes do Prouni e Pronatec, nunca decolou. Embora o site oficial continue ativo e as principais companhias aéreas mantenham a participação formal no projeto, o volume de reservas teve seu pico em janeiro de 2025 e, desde então, permanece estagnado.

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