quarta-feira , 21 janeiro 2026
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Flávio Bolsonaro atribui sucesso nas pesquisas ao sobrenome e herança política do pai

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), destacou que o “sucesso” nas pesquisas não é atribuído ao seu nome, mas ao sobrenome Bolsonaro, e que uma grande parcela do eleitorado aguardava uma indicação de sucessor nas urnas.

A declaração foi dada durante o podcast “Paulo Figueiredo Show”, que foi ao ar nesta terça-feira (6). Durante a entrevista, Flávio foi questionado sobre as repercussões nas pesquisas de intenção de voto após anunciar sua pré-candidatura em 5 de dezembro, fenômeno que atribuiu à herança política de seu pai.

“Sempre foi um crescimento que eu nunca duvidei, mas a força disso tudo não é o Flávio, é o Bolsonaro. Estavam todos aguardando ele apontar para algum nome e qualquer que fosse o nome, isso aconteceria”, afirmou.

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O senador também ressaltou que o anúncio foi recebido com ceticismo por “muita gente”, mas reforçou que o eleitorado enxerga em sua candidatura qualidades semelhantes às do pai e pontos que faltaram em seu antecessor político.

“As pessoas enxergam em mim um Bolsonaro que muitas vezes elas queriam ter visto no próprio Jair”, disse. “Mas eu não tenho nenhuma pretensão de tentar chegar aos pés do meu pai. É um cara inigualável, ímpar”, afirmou.

Questionado sobre a mudança de postura do mercado financeiro em relação ao seu nome, Flávio afirmou que as novas pesquisas quebraram o ceticismo.

“A cabeça do mercado eu compreendo. Todo mundo tem a mesma opinião: o Brasil não aguenta mais o PT. E quando vêm as primeiras pesquisas, que me colocam acima de outros nomes preferidos pelo mercado, eles pensam ‘opa, está fazendo sentido, não é tão arriscado assim’”, disse.

A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada em 18 de dezembro em parceria com a Bloomberg, aponta que, no confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um segundo turno, Flávio aparece com 41% das intenções de voto, contra 53% do petista.

A diferença de 12 pontos percentuais é maior do que a observada no cenário em que Lula enfrenta Jair Bolsonaro, no qual o ex-presidente marca 46%, reduzindo a vantagem do petista para quatro pontos.

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