sexta-feira , 16 janeiro 2026
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Empresas da China entram na mira dos EUA após denúncias de trabalho forçado e pirataria

O Texas abriu nesta semana uma investigação contra a Shein, loja onlina da China, após denúncias de trabalho forçado e uso de “materiais inseguros”, enquanto parlamentares federais pressionam por uma apuração nacional que atinja também a Temu.

De acordo com o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, a investigação estadual irá apurar suspeitas de que a Shein violou leis locais ao utilizar materiais considerados perigosos e ao adotar práticas que podem ter enganado consumidores. Paxton afirmou que também serão analisadas denúncias sobre condições de trabalho nas cadeias de produção da empresa chinesa.

“Não permitirei que produtos estrangeiros baratos e perigosos invadam os Estados Unidos e coloquem nossa saúde em risco”, disse o procurador republicano.

Em nível federal, o senador republicano Tom Cotton, do Arkansas, enviou uma carta à procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, pedindo que os Departamentos de Justiça e de Segurança Interna investiguem tanto a Shein quanto a Temu – outra loja online da China – por “roubo de propriedade intelectual e venda de produtos falsificados”. Cotton classificou as duas plataformas como empresas “comunistas chinesas” e disse que a mudança recente nas regras de importação dos EUA criou uma “oportunidade de ouro” para endurecer o cerco contra as duas empresas.

Cotton citou uma investigação dos Estados Unidos que identificou um número significativo de itens comprados nas duas plataformas com indícios de falsificação. Conforme informou a BBC, designers e pequenas marcas americanas acusam a Shein de copiar criações originais poucos dias após o lançamento e revendê-las por valores muito menores. Cotton ainda afirmou que a Temu estaria comercializando “falsificações sofisticadas e enganosas”, acessíveis a centenas de milhões de usuários.

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