VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O bando que emprestava dinheiro com juros de até 50% e que foi alvo da Operação Fides Fracta, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) na manhã de quarta-feira (26), praticava os crimes de extorsão e tortura para reaver o dinheiro emprestado. Ao todo, 24 pessoas fazem parte do grupo criminoso, sendo nove policiais militares que atuavam em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da Capital. Os demais integrantes são esposas, ex-esposas, amigos e familiares dos PMs. Um dos alvos é de Goiânia (GO).
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“Eles praticavam crimes de extorsão, têm vários registros de ocorrências que estão juntados no inquérito policial. Além do crime de extorsão tem também a tortura. Tem um dos casos em que uma das vítimas é torturada por vários desses integrantes, justamente pra reaver o dinheiro”, explicou o delegado Hércules Batista Gonçalves, um dos responsáveis pelo caso.
Entre os investigados está o ex-policial Tiago Alves da Silva, apontado como líder do esquema. Além dele, também são investigados os policiais da ativa Mário Sérgio de Oliveira, Pedro Antônio Norato Victor, Eloi Adriano Alfonso Moraes, Nilson Moraes de Aguiar e Oberdann Vinícius de Morais, além de dois PMs aposentados por incapacidade. Também integram o grupo criminoso Jonny Zielasko Junior e Victor Hugo Lucas Silva, este último atuando como contador responsável por parte da movimentação financeira.
Além dos crimes de agiotagem, extorsão e tortura, o bando também praticava lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, entre elas algumas factorings. Apesar disso, os empréstimos eram feitos de pessoa física para pessoa física.
O esquema causou o enriquecimento ilícito do grupo criminoso, que chegou a movimentar aproximadamente R$ 24 milhões, sendo R$ 1 milhão por integrante.
Com o lucro, eles adquiriram veículos e imóveis, que foram sequestrados e apreendidos durante a Operação Fides Fracta. Um dos alvos chegou a adquirir 30 terrenos em seu próprio nome.
Já o PM líder do esquema, ao ficar rico com os empréstimos, pediu afastamento dos quadros da Polícia Militar e abriu uma loja de veículos. Ele usava um avião particular para se deslocar entre Mato Grosso e Goiás, e agora o Gaeco apura se a aeronave está registrada no nome dele.
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