quinta-feira , 15 janeiro 2026
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“Não é o momento”: Nikolas descarta governo de Minas e explica razão estratégica

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sinalizou que não deve ser candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. Em conversa com jornalistas, ele afirmou ter chegado a uma decisão pessoal sobre os próximos passos de sua carreira política, uma escolha que, segundo ele, foi feita de forma “humilde” e será divulgada publicamente em breve.

Segundo o parlamentar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já foi informado da decisão e teria concordado com a estratégia do aliado. Os dois se encontraram no dia 21 de novembro, véspera da prisão do ex-chefe do Executivo.

Ao explicar o raciocínio que o levou a descartar a candidatura, Nikolas usou uma metáfora que já havia repetido em conversas internas: pensar “como seu inimigo pensaria”. Para ele, disputar o governo neste momento o deixaria mais vulnerável.

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“Se eu assumo o Estado, perco o foro [por prerrogativa de função]. No dia seguinte posso ter o Ministério Público ou o TCU atrás de mim, e não por motivos justos”, afirmou. O deputado insiste que não haveria ambiente político para conduzir uma gestão com autonomia. “É ilusão achar que o governo federal deixaria eu tocar o Estado da forma que precisa.”

Apesar da fala do deputado, a legislação brasileira não retira o foro privilegiado de quem assume o governo de um Estado. Caso Nikolas Ferreira disputasse e vencesse a eleição para governador de Minas Gerais, ele não perderia o foro, apenas mudaria de instância.

Hoje, como deputado federal, Nikolas é julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se se tornasse governador, o foro continuaria existindo, mas passaria a ser exercido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é a corte responsável por processar e julgar governadores nas ações penais.

Nikolas também argumenta que não vê urgência em se lançar ao Executivo mineiro. Aos 29 anos, diz considerar positivo aparecer nas pesquisas, mas entende que ainda não é o momento de disputar o cargo.

Ele voltou a reclamar do que chama de “ataques narrativos” contra sua imagem e minimizou controvérsias envolvendo parentes. “Continuo na frente das pesquisas mesmo com essas histórias todas. O máximo que conseguem dizer é sobre um primo meu que foi preso. Se cada um tiver que pagar pelo que um parente faz, ninguém escapa.”

Com isso, o deputado reforça a expectativa de que seguirá na disputa pelo Legislativo em 2026, enquanto tenta preservar seu foro e calibrar sua presença política nacional sem assumir, por ora, o risco de comandar um dos maiores estados do país.

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