quarta-feira , 21 janeiro 2026
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Justiça manda soltar Daniel Vorcaro e outros envolvidos em liquidação do banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro e outros quatro envolvidos nas supostas fraudes financeiras que levaram à liquidação do Banco Master tiveram ordem de soltura da Justiça Federal nesta sexta-feira (28). Todos terão de usar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas.

A decisão, proferida pela desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), reconhece que Vorcaro e os demais suspeitos não representam “grave ameaça”. A magistrada também considerou que, apesar de o banqueiro ter sido preso no aeroporto internacional de Guarulhos pronto para embarcar ao Exterior, não havia “risco de fuga” dele.

A magistrada considerou que o afastamento de Vorcaro da gestão do Master e o regime especial imposto pelo BC reduzem o risco de reiteração dos delitos. “Não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública que, de forma excepcional, justifique a manutenção da medida extrema da prisão preventiva”, escreveu Solange Salgado.

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Além de Daniel Vorcaro, foram soltos seu ex-sócio Augusto Lima, Luiz Antônio Bull, Alberto Félix de Oliveira e Angelo Ribeiro da Silva. Todos foram presos na Operação Compliance Zero, que apurou uma suspeita de gestão fraudulenta e organização criminosa nos negócios do banco Master, em especial na sua ligação com o Banco Regional de Brasília.

Apesar da soltura, a Justiça determinou medidas cautelares, incluindo a retenção dos passaportes, monitoração eletrônica (uso de tornozeleira), proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial e proibição de gerir instituições financeiras.

prisão do empresário foi realizada no aeroporto de Guarulhos pela Polícia Federal (PF) na noite de 17 de novembro, quando ele se preparava para embarcar rumo à Europa. Na véspera, um fundo de investimento anunciou a compra do banco.

Vorcaro foi preso com liquidação do Banco Master

Além da prisão do dono do Banco, o Master sofreu uma liquidação extrajudicial, decretada pelo Banco Central do Brasil (BC). A justificativa do banco é a existência de “graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes”.

O banco oferecia investimentos com retorno de 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), enquanto os concorrentes prometiam remuneração em torno de 100%. Com a liquidação, os investidores do CDB (Certificado de Depósito Bancário) com aportes de até R$ 250 mil receberão de volta os valores por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Investimentos maiores entrarão na lista de credores e deverão aguardar pelo pagamento durante a fase de liquidação.

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