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Sob Petro, cultivo de coca dispara na Colômbia e país entra na mira de Trump

A crise diplomática entre os Estados Unidos e a Colômbia voltou a se agravar neste fim de semana após o presidente Gustavo Petro criticar publicamente a presença militar americana no Caribe. Em resposta, o presidente Donald Trump suspendeu todos os subsídios e pagamentos enviados ao país e acusou Petro de ser “um líder do tráfico de drogas” que “transformou o narcotráfico no maior negócio da Colômbia”.

O tensão diplomática começou no sábado (18), quando Petro afirmou que os Estados Unidos violaram a soberania colombiana com suas operações contra o narcotráfico na região.

“No Caribe caem mísseis como em Gaza sobre lanchas de pessoas que, sejam ou não ativas no tráfico, têm o direito de viver”, afirmou o presidente.

No domingo (19), Trump reagiu pela Truth Social dizendo que “Petro promove a produção massiva de drogas em grandes e pequenos campos por toda a Colômbia” e anunciou o fim imediato dos subsídios e pagamentos enviados ao governo colombiano.

“A partir de hoje, esses pagamentos não serão mais enviados à Colômbia. Petro é melhor fechar esses campos da morte imediatamente – ou os Estados Unidos os fecharão, e não será de forma agradável”, escreveu o republicano.

Com Petro no comando, Colômbia tem produção recorde de coca

Desde que Petro assumiu a presidência da Colômbia, em agosto de 2022, o país sul-americano registrou uma expansão na produção de cocaína. Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), divulgados em outubro do ano passado, indicam que, em 2023, o país alcançou 253 mil hectares de plantio de coca, um aumento de 10% em relação ao ano anterior e o maior patamar em mais de duas décadas. A produção potencial de cocaína também cresceu 53%, chegando a 2.664 toneladas anuais.

A ONU também apontou que o crescimento do cultivo de coca se espalhou por 16 das 19 províncias produtoras, e que grupos armados e organizações criminosas permanecem profundamente envolvidos no mercado da droga, alimentando a violência e o desmatamento na Colômbia.

Estudo do economista Daniel Mejía, citado em uma reportagem do jornal El País, calcula que o narcotráfico movimenta na Colômbia cerca de US$ 15,3 bilhões anuais, o que se aproxima de 4,2% do PIB do país sul-americano. Ainda segundo o estudo, o narcotráfico tem forte impacto em setores legais da economia colombiana, como construção e turismo.

Segundo Mejía, o narcotráfico já se infiltrou nas economias locais da Colômbia e tornou-se o principal motor de consumo e investimento em várias regiões do país.

Petro é defensor da legalização da cocaína e crítico da guerra às drogas

Petro afirma que a política global de proibição às drogas é um “fracasso” e que a legalização da cocaína seria uma forma de desmantelar o tráfico. Em fevereiro deste ano, durante uma reunião ministerial, o presidente colombiano declarou que “a cocaína não é pior que o uísque” e que “se legalizarem a cocaína no mundo, se venderia como vinhos”.

Ele argumentou na ocasião que a criminalização da droga ocorre “porque é produzida na América Latina” e defende tratá-la como uma “questão de saúde pública”.

Em setembro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Manaus, Petro voltou a defender “a legalização mundial da cocaína”, alegando que “se amanhã a cocaína fosse legalizada, não haveria máfia”.

As declarações, ao que tudo indica, irritaram Washington, que há décadas financia programas de combate ao narcotráfico no país andino. Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One na noite deste domingo, Trump disse que está encerrando os pagamentos de subsídios à Colômbia porque o país “faz drogas, refina drogas, tem fábricas de cocaína”.

“Eles não estão lutando contra as drogas. Eu estou parando todos os pagamentos à Colômbia porque eles não têm nada a ver com o combate às drogas”, afirmou o presidente americano, segundo a Fox News.

Petro disse que Trump “está sendo enganado por seus círculos e assessores” e o acusou nesta segunda-feira (20) de “ser grosseiro e ignorante com a Colômbia”.

Pressão diplomática

As trocas de acusações reacenderam uma crise diplomática que já vinha se intensificando desde o começo deste ano. Petro chamou nesta segunda o embaixador colombiano em Washington, Daniel García-Peña, para consultas em Bogotá, enquanto o senador republicano Lindsey Graham disse que a Casa Branca está estudando neste momento tarifas adicionais sobre produtos colombianos.

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