domingo , 15 março 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Câmara aprova aumento de penas para crimes com armas restritas sob protestos da oposição

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (11) um projeto de lei que endurece as penas para o porte, posse e uso ilegal de armas de fogo de uso restrito, como fuzis. A proposta, que agora segue para o Senado, eleva a pena mínima de 4 para 6 anos de prisão, mantendo o teto de 12 anos.

O texto também agrava a pena para disparos em locais habitados ou vias públicas quando praticados com armas de uso restrito. A punição, que era de 2 a 4 anos de prisão, passa para 3 a 6 anos, além de multa.

Parlamentares da oposição reagiram com críticas ao texto, principalmente por prever, na versão inicial, que a definição de quais armas são consideradas de uso proibido ficará a cargo de decretos do Poder Executivo.

“A definição de calibre proibido estaria nas mãos do governo. O objetivo é punitivista sim, mas do público errado”, afirmou o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), vice-líder da oposição.

VEJA TAMBÉM:

Na mesma linha seguiu deputado Capitão Alden (PL-BA), que disse que os brasileiros que possuem armas de forma legal “não podem ser penalizados pela mudança de um decreto”.

Por conta das críticas, o relator Max Lemos (PDT-RJ) acatou uma emenda do deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO) que estabelece em lei quais armas e munições são consideradas de uso proibido. Com isso, passam a ter essa classificação as definidas por tratados e acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, além de munições incendiárias ou químicas e armas dissimuladas, que imitam objetos inofensivos.

“A ausência de previsibilidade acerca da mudança dos conceitos de armas de uso restrito e proibido, por meio de decretos, gera insegurança jurídica aos cidadãos que possuam ou portem arma de fogo de forma regular”, justificou.

Apesar das divergências, Lemos afirmou que a proposta não afeta os chamados CACs – colecionadores, atiradores desportivos e caçadores – que possuam certificado de registro. Para ele, “à medida que aumentamos as penas para quem utiliza de modo ilegal arma de fogo, estamos protegendo e valorizando os CACs”.

Outro ponto discutido foi a aplicação em dobro das penas para comércio ilegal e tráfico internacional de armas quando envolverem armamentos de uso restrito. Atualmente, o Estatuto do Desarmamento prevê um agravante de 50% sobre a pena, mas o texto aprovado dobra as sanções nesses casos.

Com isso, o comércio ilegal pode levar a pena de 12 a 24 anos de prisão, e o tráfico internacional, de 16 a 32 anos. As tentativas de excluir esses agravantes, propostas pelo PL e pelo Novo, foram rejeitadas em Plenário.

fonte

Verifique também

Pressionadas por regime, atletas da seleção do Irã retiram pedido de asilo na Austrália

Três integrantes da seleção feminina do Irã retiraram seus pedidos de asilo na Austrália e …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *