sexta-feira , 29 agosto 2025
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PR e SC crescem e deixam RS para trás no PIB

Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) da Região Sul cresceu acima da média nacional no primeiro trimestre de 2025, com destaque para aumentos expressivos de Paraná e Santa Catarina. Por outro lado, o Rio Grande do Sul se manteve estável e não acompanhou os vizinhos da região.

Segundo o FGV Ibre, o crescimento do PIB do Paraná foi de 5,9% e o de Santa Catarina foi de 5,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. No caso do estado gaúcho, não houve variação positiva nem negativa em relação aos três primeiros meses de 2024. A média nacional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 2,9%.

“Esse retrato bem discrepante não é de agora. Já estamos percebendo há algum tempo que o Rio Grande do Sul vem com esse perfil de uma magnitude de crescimento abaixo da dos vizinhos”, explica a pesquisadora do FGV Ibre e coordenadora do Monitor do PIB, Juliana Trece.

De acordo com ela, o que levou o Rio Grande do Sul mais para baixo foi o setor de serviços, que apresentou recuo de 1,1% no período. Dentro desse setor, o segmento de serviços prestados às empresas teve peso preponderante para o resultado — segundo o IBGE, a queda foi de 21,4%.

“Essa é uma parte bastante importante que pesa na economia, não só no PIB, mas também no emprego. E isso não está acontecendo nos outros estados do Sul”, complementa a pesquisadora.

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Agropecuária e indústria puxam crescimento de Paraná e Santa Catarina

A agropecuária foi o setor responsável pelo avanço do Paraná (17,6%) e de Santa Catarina (12,3%). O principal destaque paranaense foi a soja, que respondeu por cerca de 50%. Por sua vez, os catarinenses cresceram especialmente por causa da produção de fumo. No Rio Grande do Sul, a situação só não foi pior devido às contribuições da produção de arroz, fumo e uva, crescendo 2,7% no trimestre.

Apesar do destaque para a agropecuária, o PIB da indústria também avançou nos três estados do Sul, puxado principalmente pela indústria da transformação. O maior crescimento foi de Santa Catarina (7,6%), sendo que a indústria de transformação respondeu por 50% — a fabricação de máquinas e veículos automotores ficou em evidência.

Esse resultado é consequência de um crescimento que vem se intensificando desde 2017 e que é confirmado agora em 2025. “Quando olhamos o dado de um trimestre, poderia ter uma queda e mesmo assim não romperia um ciclo virtuoso de Santa Catarina. O trimestre acaba reforçando a narrativa de que Santa Catarina vem muito bem na indústria, com crescimento disseminado em vários segmentos industriais“, analisa Juliana Trece, do FGV IBre.

A indústria do Paraná, que cresceu 4,9%, encontrou mais tração na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, fabricação de produtos químicos e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias – estas respondem por 60% da produção industrial no estado. No Rio Grande do Sul, o principal destaque foi o segmento de fabricação de máquinas e equipamentos, mas o crescimento do setor industrial no estado gaúcho ficou em apenas 0,9%.

O desempenho da indústria no Paraná e no Rio Grande do Sul foi afetado pela baixa atividade da construção. Santa Catarina foi para o outro extremo nesse setor, com crescimento interanual de pessoal ocupado no setor da construção, diferentemente dos vizinhos que não registraram aumento no primeiro trimestre — esses dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNAD Contínua).

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