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Com foco contido, Brasil pode ser declarado livre de gripe aviária em 18 de junho, diz ministro

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou na manhã desta quarta-feira (4) que o país pode voltar a ser considerado livre da gripe aviária a partir do dia 18 de junho e, assim, restabelecer as exportações de carne de frango para os países que suspenderam a compra do produto brasileiro.

Segundo ele, o primeiro caso da doença em uma granja comercial, identificado em 15 de maio em um estabelecimento de Montenegro (RS), foi totalmente controlado. “Estamos com 14 dias de vazio sanitário e não temos mais mortes de animais. É um indício muito forte de que nós conseguimos conter com muita eficiência”, disse.

Após o controle do foco e caso não haja nenhum registro de nova infecção em granja comercial, são necessários 28 dias para o Brasil retomar o status de livre da gripe aviária, de acordo com o que estabelece a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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No momento, há 21 países ou blocos econômicos com suspensão total das compras de carne de frango brasileira, incluindo importantes parceiros comerciais, como China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul e África do Sul. Outros 17 países suspenderam as compras do produto originário apenas do Rio Grande do Sul, enquanto quatro limitaram a restrição ao município de Montenegro. 

Fávaro afirmou, no entanto, que é possível que o fluxo comercial seja normalizado antes mesmo dos 28 dias de vazio sanitário, uma vez que já há tratativas para a regionalização da suspensão com parceiros como União Europeia, China e México. 

“A União Europeia já encaminhou um questionário para o Ministério da Agricultura. Já respondemos, estamos devolvendo para a União Europeia para reduzirem a restrição”, disse. 

O ministro ainda minimizou o impacto comercial da identificação do foco da doença em um estabelecimento comercial no país. Ele destacou que no mundo a gripe aviária já levou à morte de mais de 170 milhões de aves, enquanto no Brasil 17 mil. 

“Com relação às perdas comerciais, elas existem, mas é uma questão lógica. 70% da produção fica no mercado interno: não mudou nada, 30% é destinada à exportação a 160 países e, dos 160, 21 restringiram a importação do Brasil todo. Dos 21, a China é um pedaço”, explicou. 

“Há uma diminuição do fluxo comercial, mas que não é tão impactante assim. O que interessa é rapidamente restabelecer a normalidade para que essa perda comercial seja minimizada ainda mais e o mais rápido possível”, prosseguiu. 

Segundo o Mapa, o aumento da oferta da carne de frango no mercado interno levou a uma redução de preços da ordem de 7%. “Natural, mas não alarmante”, disse Fávaro.

No momento, há oito casos suspeitos de influenza aviária em investigação pela pasta, mas todos em aves silvestres.

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